Como fazer fluxo de caixa para condomínios residenciais?

Como fazer fluxo de caixa para condomínios residenciais?
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Uma das principais preocupações da administração do condomínio se refere ao equilíbrio financeiro. O síndico vive tentando manter os gastos dentro das receitas, em um esforço que nem sempre tem êxito. Como resolver isso? Quais as alternativas disponíveis? De um lado, há um volume de recursos limitados e sem possibilidade de alta taxa de crescimento – as cotas condominiais. De outro, as despesas, que parecem estar em constante elevação.

Uma das alternativas para ajudar a manter o equilíbrio financeiro do condomínio é fazer um fluxo de caixa, um sistema de gestão simples e que pode ser extremamente útil no processo de controle dos gastos. De certa forma, o fluxo de caixa funciona inclusive como instrumento de educação financeira para todos aqueles que estão diretamente ligados à administração do condomínio.

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa representa uma forma simples de visualizar e contabilizar todas as transações financeiras do condomínio. Ele controla datas de pagamentos e recebimentos, valores movimentados e somatórios de entradas e saídas do caixa. Dessa forma, o síndico e os membros do conselho fiscal têm acesso ao histórico de utilização dos recursos arrecadados com as cotas condominiais.

Planejamento

Mas essa ferramenta vai muito além do registro de entradas e saídas de recursos. O fluxo de caixa permite o planejamento de gastos conhecidos – as chamadas despesas ordinárias (salários de empregados, encargos sociais, luz, água, material de limpeza etc) – e aqueles desembolsos que ocorrem de forma não regular, tais como reformas, ampliações ou reparos emergenciais.

Período

O ideal é realizar o fluxo de caixa diariamente, ainda que isso gere trabalho. Para pequenos condomínios, o controle pode ser semanal. Mas o síndico deve cumprir o cronograma de forma rígida.

Sazonalidade

O fluxo de caixa deve refletir variações de despesas sazonais. Por exemplo, dezembro é o mês de pagamento do 13º dos funcionários. Logo há um volume maior de despesa referente a salários e encargos. O cronograma de férias dos empregados também entra na estruturação do fluxo de caixa, visto que há a gratificação de 30%. O mesmo vale para a conta de água no período do verão.

Capacidade de pagamento

Geralmente o síndico avalia a sua capacidade de pagamento levando em consideração as receitas oriundas das cotas condominiais. Mas muitas vezes esse cálculo não prevê um dos maiores vilões na administração do prédio: a inadimplência. O fluxo de caixa permite estabelecer a base real de atraso no pagamento de cotas. Ele é mais uma ferramenta de gestão de risco financeiro.

Valor real da cota

O acompanhamento da série histórica do fluxo de caixa serve como parâmetro para definir o valor adequado da cota condominial. O administrado reúne elementos suficientes para estabelecer o volume de recursos que o condomínio necessita para funcionar, além de obter sobra para composição do fundo de reserva.

Independente do tamanho do condomínio, o fluxo de caixa é indispensável para que os recursos possam ser geridos de forma mais eficiente. Há softwares que facilitam o trabalho do síndico ou administrador. No entanto, o controle de gastos pode ser feito em um livro caixa, de forma simples e clara. O importante é que o fluxo de caixa evite surpresas desagradáveis sobre a saúde financeira do condomínio.

Como o seu condomínio efetua o fluxo de caixa? Os moradores reconhecem a importância dessa ferramenta de controle financeiro? Conte-nos a sua experiência.

Guia para administrar um condomínio de forma simples e eficiente

 

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O síndico vive tentando manter os gastos dentro das receitas,e nem sempre tem êxito. Como resolver? Ensinaremos como fazer fluxo de caixa para condomínios e resolver o problema!
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